quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013


  Dalila Ruivo é terapeuta de Shiatsu.

Fez o curso na Escola internacional de Shiatsu, que tem a duração de 3 anos e neste momento é responsável pelo Zen Shiatsu, que se situa no Chiado, Lisboa.
É lá que aplica as terapias embora também, como ela própria diz, “dou terapias em vários espaços, ate vou a casa das pessoas se me pedirem”.

Para Dalila Ruivo, Shiatsu, “é uma terapia japonesa de reequilíbrio físico e energético.
Tem uma função essencialmente preventiva e estimula a força vital que, reorientada, induz uma resposta de regeneração e cura.
Actua pela imposição de mãos, pressão ao longo dos meridianos de energia, massagem localizada, alongamentos, mobilização articular, em consonância com o diagnóstico traçado para cada caso específico.
Corrige disfunções orgânicas, liberta tensões acumuladas e melhora a postura, assim restabelecendo a natureza holística do corpo e da mente e um estado de paz e harmonia”.

A ARTE DE VIVER ENCONTRA-SE NO EQUILÍBRIO
“A saúde do nosso corpo e mente determina a forma como vemos a vida. Quando estamos em boas condições adoptamos uma perspectiva positiva perante as adversidades e desafios; quando estamos fracos tudo parece correr mal ainda que as circunstâncias sejam favoráveis.
A harmonização energética proporcionada pelo Shiatsu gera uma sensação de equilíbrio interno, leveza e bem-estar”.

APRENDER A OUVIR O CORPO
Shiatsu é um meio de sentirmos o corpo e entrarmos em contacto com as suas tensões e desequilíbrios e com a energia e o poder natural de cura existentes no organismo.
Despertando uma nova e mais profunda consciência do corpo, aprendemos a conhecê-lo melhor e a respeitá-lo, tornando-nos mais sensíveis ao seu ritmo e necessidades”.

METODOLOGIA
“O Shiatsu lida com as energias essenciais da vida e baseia-se na teoria médica oriental. Praticado com intuição e sensibilidade, trabalha o corpo de forma suave porém profunda.
Após uma sessão de Shiatsu sentímo-nos profundamente relaxados e, ao mesmo tempo, repletos de vigor e energia. A activação do fluxo energético cria um novo nível de consciência e incentiva ao desenvolvimento do nosso potencial nos níveis emocional e espiritual.
Ajustamentos na alimentação, forma de respirar, actividade física e atitude perante a vida poderão ser sugeridos”.

ÓPTIMA TERAPIA
“Para dores de cabeça, stress, instabilidade emocional, insónia, sensações de falta de energia, dores nas costas, ciática, mal-estar físico e psicológico sem causa definida e uma série de outros distúrbios, revelando-se também eficaz como coadjuvante a práticas médicas ou psicológicas”.

Para terminar, Dalila Ruivo, aconselha:
“Roupa confortável de algodão e estômago pouco cheio. Evitar ou reduzir o consumo de estimulantes no dia do tratamento”.

Para marcação de Terapia Shiatsu
terapias.shiatsu@gmail.com
968130648 / 913072519
Baixa - Chiado / Lisboa
Portugal


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013


Horta Pedagógica/ Biológica (Exploratório de Coimbra) 



As “Hortas Pedagógicas – da semente ao fruto” são dinamizadas por uma equipa do Exploratório, Centro Ciência Viva de Coimbra, constituída por dois biólogos, uma engenheira agropecuária e uma jardineira, que acompanha, no terreno, as escolas envolvidas no projeto. Conta ainda com o apoio de monitores, muitos deles com formação ou estudantes nas áreas das ciências.

João Relvas Pires, um dos responsáveis pela Horta Pedagógica, respondeu com simpatia, a algumas questões que serve para perceber como funciona este espaço, que é tão agradável como lúdico.

 - Qual a importância duma horta pedagógica no Exploratório?
O Exploratório tem a missão de promover o interesse e o gosto pela Ciência e a Tecnologia, mediante exposições interativas e vários ateliês temáticos, férias científicas, entre outras atividades, junto do público em geral e, em especial, da população escolar. Esta missão é complementada com as hortas pedagógicas, que surgem como um espaço de aprendizagem em plena cidade de Coimbra, onde as crianças contatam com práticas de agricultura biológica/horticultura (os seus utensílios, a preparação do solo, as sementeiras, os cuidados culturais, …) e acompanham o desenvolvimento de plantas que iniciaram um novo ciclo de vida com a sua ajuda.
Para além de as crianças aprofundarem conhecimentos sobre as plantas, promove-se, em complemento da escola, a sensibilização dos mais jovens para a proteção ambiental e estimulam-se hábitos alimentares saudáveis.

 - O que se produz nesta horta?
Produzem-se produtos hortícolas comuns na alimentação dos portugueses: batata, curgete, feijão, cenoura, rabanete, tomate e couve.

 - Quais as actividades dedicadas aos alunos (no que diz respeito à horta)? O que lhes é 
permitido fazer e o que lhes é ensinado?
Numa relação estreita com o solo, as atividades dedicadas aos alunos passam por semear, regar, sachar, desbastar, realizar a monda e tratar pragas, sempre numa perspetiva de uma agricultura biológica.
Ao acompanhar o crescimento das suas culturas, os alunos têm ainda a possibilidade de desenvolver um portefólio onde registam as atividades realizadas em cada visita ao Exploratório, bem como um conjunto de atividades interdisciplinares, nomeadamente no domínio da matemática e da história. Estas atividades serão complementadas em sala de aula, havendo lugar ao registo das características das plantas em cultura (o tipo de folha, o tipo de caule, o tipo de fruto, o tipo de raiz, …), do seu desenvolvimento e das curiosidades que foram encontrando no talhão atribuído a cada grupo.
São ainda sugeridas várias atividades práticas exequíveis no espaço escolar, com a colaboração do(a) professor(a), para prolongar a experiência na sala de aula.

 - Qual a reacção e entusiasmo dos alunos? Interagem e participam com gosto e interesse?
O entusiasmo foi e é garantido! A prová-lo está o entusiástico envolvimento dos alunos e seus educadores em todas as atividades sensoriais, lúdicas, artísticas e científicas que lhes são dirigidas, ligadas à horticultura, mas também na construção, para cada talhão, do melhor espantalho (com materiais recicláveis).
Há ainda a referir o gosto com que se deliciam na última atividade, onde a equipa e todos os grupos escolares se reúnem e, com os produtos biológicos colhidos da sua horta, comemoram a Festa da Sopa.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013



Inês Carvalho Marques, é responsável pela expansão da empresa Brio Supermercado Biológico e explica que as lojas são basicamente “um supermercado 100 % biológico que oferece uma vasta gama de produtos, para todos e a um preço justo. É um verdadeiro supermercado e uma alternativa de qualidade para os portugueses”.

Orgulhosa do trabalho da empresa, diz ainda, que cada loja tem “um ambiente agradável, cheio de cores, aromas e sabores, e uma equipa profissional de biólogos e engenheiros agrónomos e alimentares à disposição dos seus clientes”, e que no “Brio Supermercado Biológico existem cerca de 6 mil produtos biológicos certificados e livres de aditivos artificiais, que permitem optar por uma alimentação verdadeiramente saudável”.

A responsável pela expansão da empresa refere que “os produtos encontram-se distribuídos pelas seguintes secções: frutas e vegetais; lacticínios e frios; carnes; pão fresco; congelados; mercearia seca; alimentação para bebés e crianças; bebidas (sumos, águas, vinhos, cervejas e espirituosos); produtos de higiene pessoal, cosmética natural e limpeza do lar; alimento para animais”.

O Brio Supermercado Biológico teve o cuidado de pensar no cliente desde a sua tenra idade, como salienta Inês Carvalho Marques “As mães podem comprar aqui os bens essenciais para dia-a-dia dos seus filhos, desde a alimentação para bebés, como o leite em pó, papas, uma ampla variedade de puré de frutas e refeições em frasquinhos, uma grande variedade de frutas, vegetais e lacticínios para as primeiras papinhas, assim como uma variedade de bolachas e chás para bebé.
Nas lojas Brio podem também encontrar fraldas, chá para amamentar, artigos de higiene e limpeza, e tudo com qualidade biológica”.

Existem no momento 4 lojas:
Campo de Ourique,
Carnaxide,
Chiado,
Estoril.

São feitas entregas ao domicílio caso o cliente seja Brioneiro.

O site: brio@brio.pt





Miriam Dias, trabalha na gosto Natural e é com entusiasmo que nos explica que a” gosto Natural é uma empresa jovem que aposta nos produtos naturais de origem vegetal para cuidar de si, dos animais e ambiente, promovendo o desenvolvimento sustentável” e salienta que a empresa “surgiu com o intuito de apresentar uma maior variedade de produtos alternativos aos padrões de consumo tradicionais que contribuam para modos de vida saudáveis”.

Já com um grande leque de ofertas, pode-se facilmente adquirir, segundo Miriam Dias, “produtos de higiene e alimentares. Nesta gama, encontrará produtos biológicos, não testados em animais, sem glúten, sem soja, doces sem adição de açúcar, garantindo que todos os produtos expostos são 100% vegan, portanto, sem ovo e isentos de lactose”.

 E reforça ainda que “A gosto Natural é bastante seletiva com os fornecedores no intuito de oferecer produtos a consumidores exigentes que procuram produtos saudáveis, biológicos, produzidos de forma ética e economicamente acessível".

Para terminar, Miriam Dias, diz que os produtos são adquiridos” através da venda online e queremos ser reconhecidos como uma marca de qualidade e confiança, onde irá encontrar os melhores preços do mercado”.

A sede da gosto Natural encontra-se na cidade do Porto e juntamente com transportadoras especializadas conseguem chegar a todo o país.

Para mais informações: www.gostonatural.pt


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Geninha Horta Varatojo


" Geninha Horta Varatojo, é uma das principais professoras de cozinha Macrobiótica em Portugal e autora de vários livros de culinária. É professora regular em Espanha.
Mãe de 4 filhos, tem uma vasta experiência em educação e alimentação infantil. Juntamente com o marido, foi a fundadora do Instituto Macrobiótico em Portugal (IMP) e atualmente é a responsável pelos programas de culinária no IMP"

O que é para si a Macrobiótica?
Geninha Horta Varatojo (GHV) - Macrobiótica significa "Grande Vida", que para mim é "Uma forma de vida, para toda a vida".
A Macrobiótica para mim é uma inspiração, é sentir-me responsável por incutir no meu espírito e na minha forma de estar, o respeito e amor por todas as coisas que me rodeiam e assim fazer escolhas com maior consciência e discernimento.

Desde quando é macrobiótica e o que mudou na sua vida desde então?
(GHV) - Sou macrobiótica desde os meus 23 anos e tudo foi mudando, como não podia deixar de ser.
Fiquei desde logo, encantada e seduzida pela descoberta de uma nova maneira de estar.
Senti-me mais responsável, consciente e atenta. As mudanças nem sempre são instantâneas. Vão-se dando, consoante as escolhas que vamos fazendo no nosso dia-a-dia. E foi esse o meu trajeto. Fui mudando, alterando padrões, pensamentos, rotinas e aos poucos fui descobrindo uma nova forma de estar, que fazia mais sentido e que me ajudava a entender e aceitar melhor o que Sou e porque estou aqui.

O que lhe proporciona esta nova vida? Como era dantes e como é hoje?
(GHV) - Antes, sentia que era algo "vitima"das circunstâncias da vida.
Agora sei que sou plenamente responsável por todas as minhas escolhas e por tudo o que me acontece, mesmo que nem sempre saiba lidar muito bem com tudo isso. Continua a não ser fácil, mas ter consciência, de que é por aí, faz-me sentir mais completa, responsável e autêntica. O que Sou é o resultado de todas as minhas escolhas, diariamente.

E a nível da alimentação, que mudanças fez exactamente?
(GHV) - A nível de alimentação, mudei imensas coisas, como é óbvio.
Deixei de comer uma série de alimentos, como carne, açúcar, este foi difícil, lacticínios, refrigerantes e muitos outros alimentos refinados, e fui substituindo por produtos de maior qualidade, mais naturais,  de origem biológica.
Este processo pode ser relativamente fácil, ou não. Depende do grau de motivação de cada pessoa. É uma questão de opção e de prioridade. Para mim fazia todo o sentido, esta nova forma de me alimentar.
Se bebesse um café pela manhã proporcionava uma determinada sensação e reação no meu corpo, então tudo o que eu ingerisse me afectaria de alguma maneira. Perceber essa dinâmica, ajudou-me imenso nesta caminhada.

E a nível físico, quais as diferenças que sente?
(GHV) - A nível físico, posso dizer que me estou a aproximar das 55 voltinhas à vida e que pensava que estaria demasiado perto da chamada ‘velhice’, e eis que aqui estou e sinto-me fresquinha que nem uma alface, (com algumas folhinhas maltratadas) mas que já percebi que é assim mesmo e que é uma bênção andar por aqui e fazer parte desta grande família, que somos nós todos. Quando nos alimentamos de forma saudável, criamos uma estrutura interna mais estável e equilibrada. Essa harmonia é uma preciosa ferramenta que nos ajuda na forma de pensar e agir.


Há quantos anos é cozinheira macrobiótica e o que a levou a sê-lo?
(GHV) - Há 30 anos que cozinho Macrobiótica, mal sabia cozinhar e já estava no meio dos tachos a fazer as primeiras avarias.
O que me levou a cozinhar foi muito simples, necessidade. Não havia sequer outro jeito, para conhecer melhor os alimentos e as novas técnicas, que me eram desconhecidas. Tive mesmo que por a mão na massa. Frequentei algumas aulas de culinária, comecei a ler livros sobre o tema e pratiquei, até hoje. Ainda pratico...
Cozinhar é pura alquimia, podemos transformar cada alimento numa sinfonia de cor, sabor aroma e dar-lhe mais corpo, textura e ajudar a realçar o melhor desse mesmo alimento.
Umas vezes sai maravilhosamente bem, outras nem tanto. Faz parte.
Adoro cozinhar e ouvir boa música. Umas vezes funciona como uma doce meditação e outras aproveito para saltar em todas as direções. Pura terapia, sem custos.
O último livro "Tudo o que comemos conta"

Qual é o alimento ou alimentos predominantes neste tipo de cozinha?
(GHV) - Uma boa alimentação é rica em cereais integrais, como o arroz, millet, cevada, quinôa, massas. Uma imensa variedade de legumes e verduras, feijões, peixes, sementes, frutas da época, algas, condimentos, oleaginosas, adoçantes naturais e por aí fora.
Legumes como, cenouras, abóboras ou cebolas, saciam, acalmam e são uma boa qualidade de doce. Brócolos, agriões, nabiças e outros legumes de folha verde, são ricos em vitaminas, clorofila, uma boa fonte de cálcio e proporcionam frescura e flexibilidade.
Alimentos como o peixe, grão, lentilhas, feijão azuki ou derivados de leguminosas como o tofu ou tempeh, são uma boa fonte de proteína.
Pequena quantidade de algas, são riquíssimas em minerais, como o cálcio, ferro e iodo.
Fruta da época e sobremesas naturais são um bom complemento na alimentação.
Quando nos alimentamos de forma mais saudável e natural, criamos uma estrutura interna mais estável e equilibrada e isso favorece toda a nossa forma de estar, de agir e de pensar.
Acho que não temos nada a perder, bem pelo contrário.

Escolha um deles e fale nos seus benefícios.
(GHV) - E como não podia deixar de ser, escolho o arroz. Primeiro porque é um dos cereais mais importantes na nossa alimentação e que mais utilizamos e também porque gosto muito.
Aliás, gosto de todo o tipo de arroz, integral, branco, basmati, selvagem e pode ser simples, com gomásio, risoto, arroz de peixe, de caril, arroz doce e por aí fora.
Este é o cereal que comemos com mais regularidade, devido ao equilíbrio perfeito de hidratos de carbono, minerais e proteína que contém, tornando-o bastante digesto e de fácil assimilação.

Dê uma receita fácil e saborosa.
(GHV) - Uma receita fácil e saborosa. Não vai ser fácil a escolha. Deixa-me pensar...
Aqui vai: Falafel de Grão e salada em Pão Pita
Ingredientes:
250g de grão cozido / 1 cebola / 2 dentes de alho / 1 c.café de cominhos / 80g pão ralado / 1 curgete ralada / 150g carolo de milho/ farinha de trigo para polvilhar
Triture o grão com a cebola picada e o alho. Junte os cominhos, o pão ralado e a curgete. Forme pequenas bolas e passe pela farinha de milho e de seguida pela farinha de trigo. Frite em óleo quente e deixe repousar em papel absorvente.
Prepare o molho de mostarda com um pouco de água e pitada de sal.
Abra o pão para formar uma bolsa e recheie com salada de alface, rúcula e rebentos de alfafa (temperada com vinagreta), e as bolinhas de falafel. Verta o molho de mostarda e aperte o pão suavemente. É praticamente uma refeição. Bon Apetit!!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Natália Rodrigues Porto


Natália Rodrigues é uma apaixonada pela Macrobiótica desde 1985. Tem editado 2 livros, faz aconselhamento alimentar e lecciona no Instituto Macrobiótico de Portugal.

Desde quando é macrobiótica e o que mudou na sua vida desde então? (diga-me o seu nome e qual a sua função).
Chamo-me Natália Rodrigues Porto, dou formação de culinária e faço aconselhamento alimentar, há mais de 12 anos. Adotei esta pratica alimentar em 1985. Esta opção mudou por completo a minha vida e tudo o que fiz depois, fez com nada fosse como antes.

O que é a Macrobiótica?
A Macrobiótica é uma filosofia de Vida, que pode ser aplicada a diversos campos, da mesma e que geralmente é mais conhecida na área da alimentação.

O que lhe proporciona esta nova vida? Como era dantes e como é hoje?
Escolher esta forma de me alimentar, levou-me a conhecer pessoas e lugares, formas de pensar, livros e outras tantas coisas, que não teria acesso de outra maneira. Isto não quer dizer que tudo ficou perfeito, apenas passei a estar mais consciente da importância das imperfeições. Antes ansiava por entender, agora regozijo-me com o aprender.

E a nível da alimentação, que mudanças fez exactamente?
Eliminei a carne, os lacticínios, o açúcar os produtos quimicamente transformados e em oposição, passei a consumir cereais integrais, mais variedade de vegetais, algas, leguminosas e sobremesas de fruta e cereais.

E a nível físico, quais as diferenças que sente?
Sinto uma maior consciência corporal, uma compreensão dos sintomas do corpo, quando há desequilíbrios, mais energia e uma maior estabilidade emocional.

Escolha um alimento predominante na macrobiótica e fale nos seus benefícios.
O arroz integral. Rico em fibras e vitaminas, leva mais tempo a cozinhar, mas pode conservar-se no frio. Alimento que combina bem com todos os vegetais e leguminosas, excelente e indispensável para um funcionamento saudável do sistema digestivo.

Há quantos anos existe o seu livro? Que tipo de livro é? O que a entusiasmou quando decidiu escrevê-lo? É direccionado para que tipo de público?
Eu tenho dois livros: “Cozinhar com a Natália” é um livro de cozinha, baseia-a na medicina tradicional chinesa e na visão oriental sobre o corpo, tem receitas, mas é também um livro de consulta, uma vez que explica a relação entre os órgãos, as emoções e o estado de saúde. Através da sua leitura, torna-se mais fácil entender o porque de algumas emoções afetarem o funcionamento do corpo e vice-versa. O segundo chama-se “Mamã o que é a comida” e é um manual para pais e educadores e crianças, com idade superior a 8 anos, cujo interesse seja a alimentação e estilo de vida saudáveis. Recheado de histórias, aconselha através das metáforas criadas, uma forma equilibrada de nos alimentarmos.
Livro: "Cozinhar com a Natália"
Livro: "Mamã, o que é a comida?"

         
Tem mais projectos na área da macrobiótica que queria partilhar?
Neste momento, tenho um projeto e um sonho: ter um espaço onde possa aconselhar as pessoas sobre a sua alimentação, ouvi-las e escutá-las e depois encaminhá-las para as diferentes opções de cura, em colaboração com outros terapeutas. O nome que encontro mais adequado a este projeto é: Clinica de saúde holística, onde a cura representa-se um encontro profundo com o nosso ser e o nosso propósito de vida.


Amélia Novo


 Amélia Novo é colaboradora de Christiane Águas há 6 anos.

Faz formações em pequenos grupos e dá consultas presenciais e pelo skype para permitir uma participação mais alargada de pessoas, que por motivos vários ainda não lhes é fácil, participarem nos workshops regulares.

Quando e como teve contacto com esta nova forma de pensar e viver?
Amélia Novo (AN) - No trabalho através de uma colega que me recomendou as formações, dado que a minha vida estava muito confusa em várias áreas.

O que a entusiasmou na altura?
 AN - Perceber que tudo o que ouvia me fazia sentido, embora fosse um método completamente novo para mim. Porque não experimentar uma vez que não tinha nenhuma contra indicação e, o caminho que eu, até à altura, seguia não me conduziu até à construção da facilidade e do bem-estar?

Em que consiste o método?
AN - As linhas fundamentais são: entender melhor o funcionamento do nosso cérebro; estimular as nossas capacidades de funcionamento; o pensamento como força construtora da nossa vida e o real valor e significado das palavras para expressar o que realmente desejamos e, em conjunto participar na melhoria da qualidade de vida da sociedade em geral.

Que melhorias passou a ter na sua vida desde que começou a praticar o método?
AN - As melhorias foram a todos os níveis. No entanto e como exemplos: o relacionamento familiar (especialmente mãe/filho) e profissional não têm qualquer comparação, melhor gestão do dinheiro e, consequentemente uma concretização de vários desejos e, a nível da saúde, ultrapassei uma ciática que tinha anos, uma depressão e a minha vista melhorou consideravelmente, dado que deixei de usar óculos ao longe.

Numa altura em que as pessoas estão sempre a ouvir anunciar cortes e reduções, como acha que este método pode ajudar?
AN - Em primeiro lugar ajuda, todas as pessoas a tomarem consciência do que pensam e do que dizem, que na maioria das vezes é bem diferente. Ex: é importante arranjarem trabalho, mas vão afirmando que … isto está tão mau que não há trabalho para ninguém.
Ora bem, se não há para ninguém, para a própria pessoa também não. Afinal, deseja ou não que haja um trabalho para si?
Ajuda a saber encontrar o equilíbrio e a tranquilidade necessária para aprender a construir a sua própria vida e, muitas vezes a descobrir as suas próprias capacidade e desejos, porque às vezes, chega-se a um ponto que já não se sabe o que se quer nem o que se gosta.